Nutrição
Platô na perda de peso: o que verificar antes de cortar mais calorias

O peso parou. O impulso é cortar mais comida. Quase sempre é a decisão errada — e a que mais leva ao abandono.
Antes de apertar, verifique cinco pontos.
1. Quantos dias de verdade parou?
Peso oscila por água, sal, ciclo hormonal, intestino e treino recente. Variação de 1 a 2 kg dentro da mesma semana é comum e não significa nada.
Platô é a média semanal parada por três a quatro semanas. Um número num dia não é platô, é um número num dia.
Pese sempre no mesmo horário, ao acordar, depois do banheiro, na mesma condição. Compare médias, não dias.
2. Você está comendo o que acha que come?
O fenômeno mais documentado em estudos de dieta é a subestimação da ingestão. Azeite, molho, bebida, o pedaço que você comeu em pé na cozinha. Nada disso entra no registro mental.
Registre tudo por sete dias, sem editar nada. A resposta costuma aparecer aqui.
3. Você se move menos do que antes?
Em déficit prolongado, o corpo economiza: você anda menos, gesticula menos, sobe menos escada. O treino continua, mas o gasto do resto do dia caiu.
Olhe seus passos diários de agora contra o mês em que começou.
4. Sono e estresse estão de pé?
Noites curtas e estresse crônico atrapalham apetite, retenção de líquido e adesão. Não dá para vencer isso comendo menos — dá para vencer dormindo mais.
5. Sua proteína caiu?
Proteína baixa em déficit significa perda de músculo, gasto menor e mais fome. É o platô se alimentando de si mesmo.
Antes de cortar 300 calorias, arrume medição, sono, passos e proteína. Na maioria dos casos o peso volta a cair sem cortar nada.
Se depois disso ainda estiver parado
Aí sim faça um ajuste pequeno e monitorado: ou um pouco menos de caloria, ou um pouco mais de movimento — nunca os dois de uma vez, ou você não vai saber o que funcionou.
E se existe condição de saúde, medicação ou histórico envolvido, essa conversa é com profissional de saúde, não com internet.






